MESPR - Movimento de Evolução Social, Político e Religioso

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Colonização - invasão e escravidão (América Latina)

Quando os espanhóis chegaram ao Peru no início do séc. XVI encontraram o Império dos Incas. Este Império foi destruído por Pizarro e Almagro. A destruição obedeceu aos mais cruéis métodos de conquista. Mais tarde, os dois se tornaram inimigos na discórdia da partilha do ouro, e se formou uma guerra civil que durou 10 anos.
A vida peruana nos quase trezentos anos de colônia, praticamente, foi o de toda América Espanhola, exploração e devastação. Foi no Peru que houve a única resistência contra a revolução, que era animada pelas idéias dominantes da Revolução Francesa, por causa da formação de uma comunidade espanhola rica na região. Enquanto as outras regiões queriam sua independência da Espanha. E, foi por isso que os libertadores tiveram de se precaver contra os delatores, que informavam os chefes espanhóis, sem qualquer problema de consciência patriótica.
É a essa altura que aparece no cenário da campanha libertadora a figura de Simon Bolívar. Ele sabia que sem o domínio total e absoluto do Peru não haveria libertação para a América Espanhola. Em 1824, as forças rebeldes venceram, pondo um fim ao domínio espanhol na América. Em homenagem a Simon Bolívar, o Alto Peru passou a ser a mais nova República do continente, com o nome de Bolívia. O futuro acenava para uma América grandiosa, livre e republicana. Só que, existia um problema ao qual persiste até hoje, a terrível apatia da sociedade, sem entusiasmo para criar um futuro promissor, tipo Jeca Tatu de Monteiro Lobato, que representava a preguiça e o atraso.
Nem mesmo o projeto de união das regiões em um só governo deu certo. Quanto menos a concretização de uma confederação espiritual conseguiu Simon Bolívar. O que ocorreu na verdade, foi uma série de generais peruanos se empolgando pelo poder, que originou o aparecimento do caudilho com suas inconveniências de toda ordem. Já no México houve várias lutas contra a anarquia dos caudilhos ambiciosos e sem cultura. Quando os espanhóis lá chegaram, os Astecas não ofereceram nenhuma resistência, mesmo assim, assassinaram Montezuma, seu Imperador.
Em 1836 sob o comando do general Santana, o México declara guerra contra os Estados Unidos a respeito da questão do Texas, perdida pelo México num verdadeiro desastre. Havia, também, a questão dos privilégios da Igreja e do Exército pesando sobre a classe média mexicana, sentindo a ferrenha garra dos impostos. Para se avaliar o poderio da Igreja Católica, ela possuía a metade das terras cultiváveis do México. Só mais tarde que a Igreja foi separada do Estado, e foi determinada a distribuição de terras boas aos lavradores pobres.
No Brasil, que era de Portugal, houve a invasão holandesa no nordeste em 1630, pelo fato de Portugal querer dar o calote na Holanda por passar para o domínio Espanhol. Espanha e Holanda eram arqui-inimigos. A Holanda era o investidor do capital para a construção dos engenhos e a responsável pela distribuição do açúcar. A Espanha assim que obteve o controle de Portugal quis dar um calote na Holanda. Depois de 24 anos de posse no nordeste, com toda a pressão de Portugal e Espanha, os holandeses foram para as Antilhas e transformaram o local no maior produtor de açúcar no Mundo. Os portugueses não foram capazes de dar continuidade ao processo de modernização que os holandeses começaram. Sem capitais para investir, com dificuldades para aquisição de mão-de-obra e sem dominar o processo de refino e distribuição, o açúcar português não conseguiu concorrer no mercado internacional, mergulhando a economia do Brasil (e a de Portugal) numa crise que atravessaria a segunda metade do século XVII até a descoberta de ouro em Minas Gerais. Pois Portugal teve que pagar a Holanda oito milhões de Florins, equivalente a sessenta e três toneladas de ouro. Este valor foi pago em prestações, ao longo de quarenta anos e sob a ameaça de invasão da Marinha de Guerra. 
E, na questão de nossa independência, não houve propriamente uma guerra, pois D. Pedro I não aceitou voltar para a Europa e ficou governando o país como Imperador. Mas não ficamos independentes economicamente. O problema agrário no Brasil até hoje não foi resolvido. Temos uma das mais altas concentrações de terras (latifúndios) do mundo que nada produz. Em comparação com nossos vizinhos latino-americanos, o Brasil é campeão em latifúndios. Não sai da liderança nem se comparado com países onde a questão é explosiva, como Índia ou Paquistão.
Juntando tanta terra na mão de poucos e vastas extensões improdutivas, o Brasil montou o cenário próprio para atear fogo ao campo. É aí que nascem conflitos, que nos últimos 15 anos, só em chacinas, fizeram 115 mortos. Daí surge a massa de sem-terra, formada tanto por quem perdeu seu pedaço para plantar, como pela multidão de excluídos, desempregados ou biscateiros da periferia das grandes cidades, que são, de uma forma ou de outra, gente também ligada à questão da terra – porque perdeu a propriedade, porque não choveu, porque o pai vendeu a fazenda, ou porque ela foi inundada por uma represa.

Reflexão
No sec. XV as caravelas eram verdadeiras máquinas de guerra e naves cortando mares como discos voadores num espaço de água ao invés de vácuo ou espaço. Lembre-se que ainda não existia o avião. Pelo o que aconteceu na América Latina, o Novo Mundo, que teve uma exploração sem limites e devastadora, é de se preocupar com a chegada de povos de outros planetas. Pois, numa suposição de alguma visita, se foram capazes de chegar aqui com sua tecnologia ao qual ainda não temos, será que não vai acontecer conosco o que aconteceram com os índios? E o monte de casos de visões e relatos de OVNIS? Será que o governo mundial não está por trás de ocultar estas aparições por medo dos povos ficarem apavorados?

Sensitivista
Os fundamentos do saber humano passarão da concepção materialista do Universo à concepção espiritualista do ser, com as conseqüências filosóficas, sociais, morais e religiosas, que dela decorrem.
É com efeito flagrante que a existência imanente no corpo somático subentende a imanência de um cérebro elétrico no cérebro somático, e assim se achariam dissipadas as perplexidades que impediram até aqui os fisiologistas de admitirem a existência do espírito sobrevivente à morte do corpo, perplexidades que resumem no fato indubitável da existência de um paralelismo psicofísico nos fenômenos do pensamento. (E. Bozzano – Des Phénomenes de Bilocation, 1937, pág. 175).

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Será que é vergonha roubar mas não poder levar?
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Consciência

Fora corrupção.Vamos viver, pelo menos, com decência!!! A formação política dos chilenos, como de todos os hispano-americanos do começo do séc. XIX, era algo de uma ineficiência gritante. Quase que sem transição, viram-se esses povos donos de seus destinos, sem preparo para a difícil tarefa de governar. Surgiram à tona todas as AMBIÇÕES.